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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Os Lobos


Os Lobos é uma banda de rock formada por Dalto e Cristina (voz), Ronaldo (guitarra), Cássio (guitarra), Fábio (teclados), Francisco (baixo) e Cláudio (bateria) na cidade de Niterói (RJ) no início da década de 1970. Faziam um rock psicodélico nos moldes dos Mutantes, chegando a lançar alguns discos pelo selo Top Tape. Posteriormente Dalto segui carreira solo, conseguindo emplacar alguns hits como "Flashback" e "Muito estranho".

Banda emblemática dos anos 60/70, com seu som que mescla o acústico e o elétrico, com harmonias bem elaboradas unidas a melodias marcantes e a ritmos como o Charleston, o Rithim and Blues e o Rock, Os Lobos emplacaram vários hits como “Fanny”, “Santa Teresa”, “O Homem de Neanderthal”, “Let Me Sing, Let Me Sing” entre outros.

Participaram de grandes eventos como o VII Festival Internacional da Canção, Som Livre Exportação, ao lado de nomes como Raul Seixas, Elis Regina, Ivan Lins, além de trilhas de novelas e do cinema. Em 2010, a música “Miragem”, título do 1º LP da banda, foi incluída na trilha sonora do filme “1972”, de José Emílio Rondeau e Ana Maria Bahiana e que esteve em cartaz em salas do Rio e São Paulo.

No ano de 2013, Os Lobos tiveram sua obra lançada em coletânea pela gravadora Discobertas do produtor Marcelo Fróes e sua biografia em livro do jornalista Nélio Rodrigues, em evento no Teatro Municipal de Niterói no dia 6 de Setembro.

Da formação original estão o seu fundador, o guitarrista Cássio Tucunduva e o cantor Antonio Quintella.

Textos | Brazilian Nuggets, FB/bandaoslobos

1971 | MIRAGEM

01. Seu Lobo
02. O Homem de Neanderthall
03. Avenida Central
04. Meu Amor Por Cristina
05. You
06. Miragem
07. Santa Teresa
08. Dorotéia
09. Carro Branco
10. Pasta Dental Sabor Chicletes

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SINGLES

01. Cristina
02. Só Vejo Você
03. Cabine Classe A
04. Fanny





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sábado, 12 de janeiro de 2019

Pão com Manteiga


Banda paulista de rock psicodélico formada em 1976.

Infelizmente a banda lançou apenas um álbum. Um disco homônimo com um tema interessante, estilo medieval. O disco é conceitual e aborda o mundo fantasioso de Avalon e faz criticas a sociedade moderna.

Uma musicalidade muito agradável e com músicos competentes o Pão com Manteiga não recebeu a devida atenção do publico.

INTEGRANTES:

Johnny - vocal e guitarra
Edison - bateria e efeitos
Paulo Som - viola, violão e vocal
Pierre - baixo e vocal
Gilberto - teclados e banjo

1976 | PÃO COM MANTEIGA

01. Mister Drá
02. Merlin
03. Flor Felicidade
04. Micróbio do Universo
05. Montanha Púrpura
06. Multi-Átomos
07. Serzinho Sem Medo
08. Cavaleiro Lancelot
09. História do Futuro
10. A Feiticeira
11. Fugindo do Planeta
12. Virgem de Andrômeda

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Milton Nascimento (com Som Imaginário)


Quarto LP do grande cantor Milton Nascimento, gravado em 1970 com participação do grupo psicodélico Som Imaginário, com uma sonoridade muito mais visceral e experimental que seus 2 primeiros álbuns mais voltados ao samba jazz.

Nascida de um projeto para acompanhar o cantor Milton Nascimento no show “Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário”, a banda contou com a participação dos músicos Zé Rodrix (vocal, órgão, flautas e percussão), Wagner Tiso (piano e órgão), Tavito (violão e guitarra), Luiz Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria) e Frederyko (guitarra) – atualmente conhecido como Fredera, além da participação especial do percussionista mundialmente conhecidoNaná Vasconcelos, que substituiu Laudir de Oliveira que foi tocar com a banda americana Chicago.

O disco começa com a clássica Para Lennon & McCartney, letra critica dos irmãos Borges (Lô e Márcio) com uma sonzera pesada com guitarra fuzz e pegada suingada.

Depois cai na calmaria folk de Amigo, amiga,cheia de efeitos de percurssão do Naná, passa pela latinidade em Maria 3 filhos (com levada torta) e Canto Latino e volta ao folk em Clube da Esquina (outra do Lô).

Durango Kid uma bela música de Toninho Horta com uma pegada soul do Som Imaginário é mais um ponto alto do play. Pai grande é a mais experimental, abusa de efeitos que remetem a África e Alunar é outra letra bela e surrealista do então garoto Lô Borges, o instrumental também é tão psicodélico quanto a letra.

O disco encerra com uma releitura de A Felicidade de Tom e Vinicius e nas 4 faixas bônus, alguns temas com levada de samba jazz que saíram em trilhas sonoras da época.

Texto retirado do blog | Woodstock Sound

1970 | MILTON

01. Para Lennon e McCartney
02. Amigo, Amiga
03. Maria Três Filhos
04. Clube da Esquina
05. Canto Latino
06. Durango Kid
07. Pai Grande
08. Alunar
09. A Felicidade
Faixas Bônus
10. Tema de Tostão
11. O Homem da Sucursal
12. Aqui é o País do Futebol
13. O Jogo

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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Blow-Up

A banda Blow-Up nasceu na cidade de Santos, no bairro do Macuco, com o nome de The Black Cats. Era formado por amigos de escola, tendo Robson (guitarra), Hélio (bateria), Tivo (baixo e vocal), Zé Luis (vocal), Nelson (teclado e Adalberto (guitarra base).

O som dos rapazes se caracterizava na reprodução fiel de versões dos discos que tinham acesso, oriundos do exterior, por meio do Porto de Santos. Seguindo o movimento Jovem Guarda, começaram a tocar em bares e clubes da região.

A fama logo se espalhou, levando o grupo a se apresentar no programa de Hugo Santana, na extinta TV Excelsior, chamado “Almoço Musicado”. Nesse meio tempo, conheceram o compositor mineiro Zegê, que mais tarde adotaria o nome de Zé Geraldo, que os convidava para acompanha-lo em seus shows. O resultado dessa parceria foi à gravação de dois discos compactos, pela gravadora Mocambo.

Três anos depois, por já existir outra banda Black Cats, inclusive com registro, o grupo foi obrigado a trocar de nome, passando a se chamar Blow-Up, baseado no filme homônimo do cineasta italiano Antonioni.

Em 1969, assinaram contrato com a gravadora Caravelle e gravam o seu primeiro álbum Long Playing – Lp. O disco era composto por uma boa seleção de canções cantadas em português e com versões em inglês, tais como Time of the seasons, do The Zombies, Let me do, de Paul Revere e The Raiders, My Special Angel, do Vogues, entre outras preciosidades.

No ano seguinte, foram convidados para participar do filme “Se Meu Dólar Falasse”, estrelado por Grande Otelo e Dercy Gonçalves. O segundo álbum só foi lançado em 1971, também pela gravadora Caravelle. Apesar de não ter um título específico, o disco também ficou conhecido por “Expresso 21”. Diferente do anterior, esse álbum era composto por composições em português e apresentava mudanças na formação original, onde Lobão assume o vocal, em substituição a Zé Luis.

Atualmente os dois álbuns integram a lista de mais procurados por colecionadores, inclusive internacionais, sendo que o segundo álbum, teve a sua capa publicada no livro “1001 Record Collector Dreams”, do pesquisador austríaco Hans Pokora.

Em 1972, ainda pela gravadora Caravelle, a banda Blow Up lança um disco compacto simples, denominado “Quem Manda Nesse Mundo é o Dinheiro”. O sucesso comercial veio quatro anos depois, quando a banda assina contrato com a gravadora Philips. A canção Rainbow, lançada em disco compacto pela nova gravadora, alcança as paradas de sucesso, entra na trilha sonora da novela “Anjo Mau”, da Rede Globo de Televisão e em virtude disso, conseguem obter a primeira colocação no programa musical “Globo de Ouro”. A faixa também é apresentada especialmente no programa “Fantástico”, todos da mesma emissora.

Ainda em 1976, ganhariam o prêmio de melhor banda de São Paulo, segundo a imprensa especializada, entregue no ginásio do Clube Atlético Juventus. Em 1977, a banda entraria em estúdio para gravar mais um compacto simples, denominado Pamela Poon Tang. Essa faixa fez parte da compilação da série “Sua Paz Mundial - Volume 4”.

Texto retirado do blog | La Playa Music Oldies

1969 | BLOW-UP

01. Estrela Que Cai (Good Morning Sunshine)
02. My Special Angel
03. Você Não Sabe Amar (The Grafsman)
04. Ela Foi Embora
05. Hush A Bye
06. Cada Dia (Everyday With You Girl)
07. Deixe-Me (Let Me)
08. Feliz Sem Ter Você
09. Os Sonhos Meus
10. Prá Ter Seu Carinho
11. Time Of The Season
12. Eu Não Sei (Don't Say Why)

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domingo, 6 de janeiro de 2019

Antonio Adolfo & A Brazuca


O disco Antonio Adolfo & A Brazuca de 1971 marcou várias mudanças na banda. Pelo astral hippie da capa, já dá para perceber que o mergulho no soul e no rock foi total. Julie deixou a banda e foi substituída por um vocalista, Luiz Keller. E uma história curiosa: Vitor Manga deixara o grupo para excursionar com Wilson Simonal no México, um ano antes. Seus problemas com drogas acabaram fazendo com que o cantor de "Sá Marina" o despedisse - e ele, desgostoso, acabou morrendo de overdose.

A tristeza com a partida de Vitor acabou gerando a carregadíssima balada "Tributo a Vitor Manga", literalmente chorada e berrada por Keller. Uma curiosidade: Vitor era sobrinho do homem-de-televisão Carlos Manga, que após a morte do músico, decidiu se vingar procurando Wilson Simonal durante meses, munido de um revólver - fato que foi revelado pelo próprio Carlos Manga, numa entrevista à Playboy, já nos anos 90. Vários amigos em comum acabaram impedindo que o encontro entre os dois acontecesse.

Mais surpresas podem ser encontradas em músicas como "Panorama" (inspiradíssima em Marcos Valle), "Pela cidade", no clima samba-jazzy "Cláudia", na psicodelia de "Atenção! Atenção!", no progressivismo de "Transamazônica" e no soul pesado e hippie de "Que se dane". A primazia da parceria Antonio & Tibério é substituída por várias composições da dupla Luiz Cláudio Ramos/Mariozinho Rocha e por músicas creditadas à Brazuca. Após os dois discos gravados ao lado do grupo, Antonio lançaria mais um pela Philips, em 1972, e depois passaria a se dedicar à produção independente, gravando e distribuindo seus discos por conta própria, a partir do pioneiro selo Artezanal.

Tibério iniciaria uma parceria com o cantor e compositor Guilherme Lamounier - que geraria um disco solo de Guilherme pela Continental em 1973 e o sucesso "Cabeça feita", gravado pela banda carioca O Peso - e recentemente lançou um CD solo. E mesmo não aparecendo tanto na mídia, a usina de criações da dupla já chamou a atenção até de pessoas improváveis - pode perguntar ao punk Jello Biafra, que já andou citando Antonio Adolfo em entrevistas.

Texto retirado do blog | Sons Que Curto

1971 | ANTONIO ADOLFO E A BRAZUCA

01. Panorama
02. Cláudia
03. Tributo a Victor Manga
04. Pela cidade
05. Grilopus nº 1 (1ª parte)
06. Que se dane
07. Atenção, Atenção!
08. Cotidiano
09. Transamazônica
10. Cortando caminho
11. Grilopus nº 1 (2ª parte)
12. Caminhada

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Módulo 1000


O jornal Rolling Stone, em sua edição nacional, de número 4 (21 de janeiro de 1972) trazia na segunda capa (interna) anúncio de página inteira com o disco. Está lá escrito: "Nosso som é o som do mundo para ser sacado e curtido" - Módulo 1000, com a foto do quarteto e a capa do disco, trazendo apenas o nome da banda e da obra - "Não Fale Com Paredes". Uma estréia que prometia, mas que enfrentou resistências, mesmo dos setores mais roqueiros da mídia, inclusive do próprio RS.

A razão da reação adversa de alguns é, ao mesmo tempo, o grande trunfo do álbum: o som progressivo, altamente técnico, que, ao contrário das críticas, não deixava de manter o pé no rock e da psicodelia. Integravam o grupo carioca, os músicos Luiz Paulo (órgão, piano e vocal), Eduardo (baixo), Daniel (guitarra) e Candinho (bateria). A produção, devidamente capitalizada no anúncio do jornal, é do disc-jockey Ademir, um dos mais destacados da época, depois de Big Boy.

De fato, em suas nove músicas, "Não Fale Com Paredes" é um exercício de criatividade instrumental que, hoje, pode-se nivelar aos melhores discos do gênero produzidos no exterior. "Turpe Est Sine Crine Caput", cantada em latin, com um impressionante trabalho de guitarra, abre o disco mostrando o que vem pela frente. "Não Fale Com Paredes", com letra de Vitor Martins ("Uma pessoa/É uma figura/É uma imagem/Numa moldura/Minha imagem quer sair do quadro/Dessa vitrine sem profundidade"), em clima de quase hard-rock à la Grand Funk Railroad, expõe a face mais pesada do grupo. E "Espelho" é uma viagem acústica, com vocais suaves, que lembra um pouco a sonoridade dos Mutantes.

Um aviso na capa do lp reflete a preocupação do grupo com a qualidade de produção: "o tempo de duração de cada face do disco foi limitado a 16 minutos para proporcionar uma excelente reprodução sonora". Objetivo alcançado, pois ainda hoje causa supresa aos novos ouvintes o resultado final do disco, gravado com as conhecidas condições técnicas nacionais de trinta anos atrás. E por jovens que tinham idade média de 20 anos.

"Não Fale Com Paredes" também é assíduo frequentador dos "want lists" (procurados) de colecionadores internacionais de discos raros de psicodelia e progressivo. Sua capa (em detalhe) está no livro "2000 Record Collector Dream", do austríaco Hans Pokora, e uma de suas músicas - "Lem-Ed-Êcalg (Glacê de Mel, ao contrário) integra a coletânea "Love, Peace & Poetry - Latin American Psychedelic Music", ao lado do também brasileiro Som Imaginário.

Mesmo assim, a sina de "Não Fale Com Paredes" parece ser parmanecer no anonimato. Tanto que já é candidato a transformar-se em "disco perdido" também na era digital. Remasterizado, com capa original de papel e encarte com as letras, ganhou versão em cd, sem que ninguém tenha se dado conta. Originalmente gravado pela Top Tape, a reedição caprichada, limitada e provavelmente esgotada é da Zaher Zein/Projeto Luz Eterna.

Texto de Fernando Rosa, originalmente publicado na revista ShowBizz.

1970 | NÃO FALE COM PAREDES

01. Turpe Est Sine Crine Caput
02. Não Fale Com Paredes
03. Espêlho
04. Lem - Ed - Êcalg
05. Ôlho por Ôlho, Dente por Dente
06. Metrô Mental
07. Teclados
08. Salve-se Quem Puder
09. Animália
10. Curtíssima (bônus)
11. Ferrugem e Fuligem (bônus)

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Alceu Valença & Geraldo Azevedo


Alceu Valença, Geraldo Azevedo e a psicodelia do disco Quadrafônico
De como Rogério Duprat foi parar no disco de estreia da dupla pernambucana que revelou grandes compositores da música brasileira


Fiquei em dúvida se começava a contar essa história pela parte em que os arranjos do disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” (1972) seriam inicialmente feitos por Hermeto Pascoal mas foram parar nas mãos de Rogério Duprat, um dos criadores do Tropicalismo. Ou que nas gravações foi utilizado o sistema Quadrafônico, uma novidade à época. Ou também que o orçamento da produção era tão pequeno que Alceu e Geraldo foram mandados pela gravadora Copacabana a São Paulo gravar e se hospedaram no apartamento de Cesare Bienvenuti, produtor do disco. Ou ainda que as poucas horas de gravação destinadas ao LP aconteciam de madrugada, quando o estúdio estava desocupado.

Seriam formas interessantes se pensarmos nas curiosidades por trás de uma produção, mas elas não dariam a real dimensão deste clássico ainda hoje desconhecido do grande público que foi a inspirada estreia da dupla no disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”.

Está contida nesta pequena joia que tem apenas 34:02 minutos de duração a gênese do frutífero trabalho como grandes compositores que Alceu e Geraldo desenvolviam individualmente já naquele começo de anos 70. Fosse isto pouco, considere que não se trata apenas de uma apresentação de dois desconhecidos ao mercado fonográfico mas a convergência destes juntamente com Rogério Duprat que resultou num disco clássico da nossa música.

Um clássico pode ser definido como uma obra que atravessa o tempo com suas características e qualidades artísticas intactas e é neste quesito que o “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” se insere.

Rápida digressão: no início dos anos 70, a banda inglesa Pink Floyd andava empolgada com um novo sistema chamado Quadrifônico ou Estéreo 4.0, correspondente ao atual Surround, e gravou três discos neste formato. O Quadrifônico usava quatro canais de captação (o padrão então utilizado era dois) dispostos em diferentes pontos do estúdio capturando diversas tonalidades do som. A reprodução destes LPs, porém, exigia aparelho de som compatível, ou seja: com quatro caixas de autofalantes distribuídas nos ambiente o que dava ao ouvinte a sensação de se estar dentro do estúdio junto com a banda. O formato não vingou dada a indefinição do mercado quanto ao padrão a ser utilizado comercialmente e o valor elevado dos aparelhos para reprodução.

Deriva daí a confusão feita com o título do álbum que, ao contrário do que se afirma, não se chama ‘Quadrafônico’ pois esta denominação apenas identifica a tecnologia utilizada em oposição ao padrão Estéreo.


Alguns discos foram concebidos para serem ouvidos do começo ao fim, na ordem em que foram gravados, como o “The Dark Side Of The Moon” (1973), do Pink Floyd  -  um dos três em que a banda utilizou a tecnologia quadrifônica na gravação - , e isto é essencial para que a obra seja compreendida em toda a sua complexidade dado que a divisão entre as faixas não obedece à lógica padrão de um disco comum de ‘faixas soltas’. (Parece, inclusive, que há uma lei da Corte Marcial que condena os subversivos desta ordem a serem açoitados em praça pública tamanho é o sacrilégio cometido)

Este é o caso de “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” que foi pensado para ser ouvido do começo ao fim e assim se possa ‘tocar’ as texturas, efeitos e cores que cruzam a fronteira da música e o aprumam rumo às artes visuais.

O regionalismo da dupla está aí mas não é o determinante. Tem ciranda, coco, viola caipira, rock mas é a psicodelia quem dá a liga. A conversa entre músicos e técnicos durante as seções de gravação no estúdio também estão presentes no disco, outra novidade para aumentar no ouvinte a ilusão de imersão no som.

Destaco aqui como um dos pontos altos deste trabalho a beleza na interpretação de “Talismã”. É coisa fina F.C.

A importância deste álbum quadrifônico é tamanha que o cultuado e raríssimo “Paêbirú”, disco psicodélico de Zé Ramalho e Lula Côrtes e que se tornou o vinil brasileiro mais caro chegando a custar R$ 4.000, só viria a ser lançado em 1975 e nele Alceu também deu sua contribuição.
Registre-se ainda que quando foi lançado “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” o auge do rock psicodélico no mundo tinha ficado para trás perdido no éter da década de 60 e talvez por isto, suponho, o álbum não teve o devido destaque.

Esqueça os clássicos de Alceu e Geraldo que vieram à sua cabeça enquanto você lia este artigo. As músicas produzidas são uma terceira coisa para além da obra individual destes dois gigantes.

É com “Horrível”, a derradeira faixa do brilhante álbum “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”, que o Risco no Disco convida você a fazer mais uma viagem pelo universo da música brasileira.

Texto | Risco no Disco

1972 | QUADRAFÔNICO

01. Me dá um beijo (Alceu Valença)
02. Virgem Virginia (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
03. Mister mistério (Geraldo Azevedo)
04. Novena (Geraldo Azevedo, Marcus Vinicius)
05. Cordão do Rio Preto (Alceu Valença)
06. Planetário (Alceu Valença)
07. Seis horas (Alceu Valença)
08. Erosão (Alceu Valença)
09. 78 rotações (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
10. Talismã (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
11. Ciranda de Mãe Nina (Alceu Valença)
12. Horrível (Alceu Valença)

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Barca do Sol

"Eu andava só por essa estrada...


... com um grito preso na garganta".

A TRAJETÓRIA DA IMPONENTE BANDA DO PROGRESSIVO BRASILEIRO

O ouvinte e o crítico de rock normalmente concordam ao menos em uma coisa: o desejo de ir logo categorizando bandas, músicos e artistas sob rótulos pré-estabelecidos. Hoje, através do prisma da história, raramente um de nós resiste à tentação de decretar, com propriedade, que A Barca do Sol foi um representante brasileiro do rock progressivo; sem deixar de mencionar, claro, o fortíssimo elemento folk.

Mas, em meados da década de 70, essa forma de simplificar as coisas não era tão evidente ao se ouvir o som de grupos como esse. Na verdade, a banda carioca produzia uma música desprendida das referências, que acabou por representar então, a partir de elementos já consagrados décadas antes, uma das versões do que se fazia de vanguarda no período.

Em 1976, logo após o lançamento do segundo LP, Durante o Verão, os integrantes respondiam ao Jornal de Música a respeito dessa liberdade criativa, em uma espécie de entrevista-manifesto. Nas palavras do violonista, violista e cantor Muri Costa, a Barca não tinha “nem linha nem estilo”. Ele explicava: “A nossa linha é exatamente não ter linha nenhuma. Acho que a música brasileira está sufocada entre o rock e o samba. São duas formas. Se a tua música cabe na forma, toca no rádio, faz sucesso, acontece o diabo. Se não cabe, ela não presta. Nós não somos um conjunto de rock, nem um conjunto de samba. Nós somos um conjunto de música.”

De fato, eles vinham trabalhando muito para abrir “no braço” espaços nas emissoras de rádio. Naquele momento, o auge da carreira do grupo, os músicos se revezavam em visitas a todas as emissoras de rádio das capitais carioca e paulista, conseguindo apenas que fossem inseridas músicas eventualmente na programação da Eldorado nas duas cidades, além da rádio Ipanema, do Rio.

A jornada do grupo, que se prestava a fazer uma música sem compromisso com os padrões midiáticos, havia começado no Rio de Janeiro em 1973, como conta Leonardo Nahoum em sua Enciclopédia do Rock Progressivo, após um período como banda de apoio do cantor Peri Reis. Antes, porém, Muri e seu irmão, o baterista Marcelo Costa, além do violonista e cantor Nando Carneiro, já formavam um trio com o nome A Barca do Sol, título de uma das músicas do grupo. Em um curso de música erudita em Curitiba, os três caíram nas graças de Egberto Gismonti, que estava dando aulas por ali e ofereceu bolsas de estudo a cada um deles.

Em 1974, A Barca do Sol era formada por Muri, Marcelo, Nando, Jaques “Jaquinho” Morelenbaum (violoncelo e voz), Marcelo Stull (baixo), Beto Rezende (guitarra, violão, viola e percussão), Rui Motta (bateria) e Marcelo Bernardes (flauta). Com o apadrinhamento mais que especial de Gismonti e um contrato com a gravadora Continental, eles gravaram o primeiro LP, chamado simplesmente A Barca do Sol. Lançado ainda naquele ano, o álbum já mostra, de início, os belos ornamentos da melodia e dos arranjos em uma cativante sinergia com as letras, em parte compostas pelo poeta Geraldo Carneiro, irmão de Nando e expoente da hoje histórica Geração Marginal, também conhecida como Geração Mimeógrafo, dados os formatos de divulgação dos trabalhos desses artistas.

Como mídia, aliás, não só a música da Barca serviu de veículo para os poetas daquele movimento: em suas apresentações, o grupo incluía também leituras de poemas dos “marginais”, como o próprio Geraldo, além de Cacaso e João Carlos Pádua – este, assim como Carneiro, é letrista de algumas canções dos barqueiros, incluindo a música que deu nome ao grupo e outras três no primeiro disco.

A predominância de instrumentos acústicos e toda a bagagem trazida da música erudita são marcantes nesse primeiro LP. O erudito aparece desde as melodias bastante elaboradas e por vezes incomuns, assim como na instrumentação que incluía violoncelo, violas (de orquestra), flautas e arranjos vocais. As composições e arranjos, intrincados, conferiram aquele caráter “progressivo” ao grupo, logo de cara. E a mistura com as letras ousadas trazia aquele caráter experimental reconhecido no trabalho do grupo. Egberto, além de produzir o álbum, toca sintetizador em duas faixas.

Pouco depois da gravação de A Barca do Sol, o músico inglês Ritchie entrou para a banda como flautista. Ele permaneceu por um curto período e saiu em 1975, indo integrar o Vímana, com Lulu Santos e Lobão – os três, mais tarde, atingiriam sucesso em suas carreiras solo.

Para a gravação do segundo álbum, em 1976, Alain Pierre assumiu o contrabaixo, no lugar de Marcos Stull, e o flautista David Ganc veio preencher a vaga que havia sido de Marcelo Bernardes e Ritchie. Durante o Verão saiu naquele ano trazendo uma mudança mais significativa que as trocas na formação: a ausência de Egberto Gismonti na produção, que foi pelo menos, em parte, compensada pelo trabalho do parceiro de composição Geraldo Carneiro, o que trouxe mais intensidade às interpretações e mais fervor aos arranjos, embora agora talvez menos sofisticados. Na verdade, há mais incursões roqueiras em Durante o Verão do que no disco de estreia, mesmo que todas as características folk e eruditas estejam intactas. É um álbum mais facilmente identificado como rock progressivo, fato tornado evidente em “Os Pilares da Cultura” e na parte instrumental de “Belladonna, Lady of the Rocks”, com um solo de guitarra feroz. Com exceção da doce balada instrumental “Karen” e de “O Banquete”, versada por João Carlos Pádua, todas as faixas contêm letras escritas por Geraldo Carneiro, que se consolidava definitivamente como um integrante extra.

A crítica especializada morreu de amores pelo álbum. O jornalista Aloysio Reys, no Jornal de Música, fez referência ao “cardápio” simulado no encarte (outra colaboração de Geraldo) e ao “Banquete” proposto na música citada para exaltar as qualidades do álbum a ser “devorado”: “Quando abrir a porta do quarto, você pode sentir o estômago vazio, mas vai ter a certeza de que ouviu um excelente LP”. Na entrevista para a mesma publicação, Nando Carneiro exaltava a unidade do grupo: “Quando você ouvir uma música d’A Barca, pode ter a certeza de que ela é o resultado do trabalho conjunto de sete cabeças. Nós somos um conjunto sem líder, porque é assim que dá certo”.

Durante todo esse período, além de compor, gravar e fazer o “trabalho de formiguinha” na divulgação dos discos, a Barca fazia shows, é claro; e, de forma nada surpreendente, sendo explorados por empresários. Muri declarou, sem papas na língua: “Primeiro foi o Jorge Élis. Quando nós lançamos o primeiro LP, ele prometeu tudo o que você pode imaginar para a gente. Logo no primeiro show, a nossa esperança foi pra cucuia. O teatro lotou. Eram 700 pessoas que pagaram 20 pratas pela meia e 30 pela inteira. Sabe quanto sobrou para o conjunto? Menos de 1.700 cruzeiros. Depois de três noites com casa cheia, nós quase ficamos devendo ao empresário.

Em uma resenha sobre os shows desse período, no MAM, no Rio de Janeiro, a cronista Ana Maria Bahiana ressaltava a qualidade da apresentação, a ousadia, a originalidade e a evolução do comportamento dos músicos no palco, todos eles muito mais soltos e confiantes. Mas ela fazia ressalvas quanto a um certo excesso de confiança: “(…) a barca resolveu complicar demais o seu som. E aí, muitas e muitas vezes, a peteca caiu. Não é nada fácil sustentar a harmonia toda de um show quando ele é picotado por longas e nem sempre bem conectadas ou bem conduzidas passagens instrumentais. É preciso um fôlego e uma experiência muito maiores do que os que a jovem Barca possui”. Mas, após justificar que em temas menos intrincados (na opinião da escriba, é claro), o grupo se sai muito melhor e arranca os mais entusiásticos aplausos da plateia, ela louva as qualidades da banda, citando o violoncelo “diabólico” de Jaquinho e a bateria de Marcelo Costa.

O próximo álbum realizado, já em 1978 e ainda pela Continental, não foi oficialmente um disco da Barca, embora na prática ele o seja: Corra o Risco é o LP de estreia da cantora-revelação Olivia Byington, tendo A Barca do Sol como banda parceira, mais do que banda de apoio. Um marco na discografia brasileira dos anos 70, Corra o Risco trouxe um repertório em boa parte composto pelos integrantes da Barca com Geraldo Carneiro, que produziu e também colaborou com letras para músicas de Astor Piazzolla, de John Neshling, de Egberto Gismonti e da própria cantora. Olivia ainda incluiu nesse disco músicas que a Barca havia lançado também no álbum de estreia: “Lady Jane”, Brilho da Noite” e “Fantasma da Ópera”.

Após a saída de Jaques Morelenbaum e o rompimento com a gravadora Continental, a Barca gravou para o selo independente Verão Produções Artísticas um terceiro LP, Pirata. Mais regional que os anteriores, Pirata é um álbum de belíssimas canções por trás da aparência de “maldito” que lhe rendem o título e a bela ilustração de capa feita por Tejo Cornelsen. O álbum traz também traços daquela MPB vanguardista que estava nascendo.

Com a separação do grupo em 1981, vários dos integrantes seguiram com carreiras musicais de prestígio, como são os casos de Muri Costa e de Nando Carneiro. Este, importante violonista, lançou álbuns pelo selo Carmo, de Egberto Gismonti. Mas o que seguiu com mais prestígio entre todos eles foi Jaques Morelenbaum, que durante anos foi o arranjador de Tom Jobim e de Caetano Veloso, tornando-se, a partir daí, um dos principais arranjadores do Brasil, e um dos mais requisitados.

As influências da Barca no rock progressivo brasileiro após a existência da banda é nítida. O grupo carioca Quaterna Réquiem, que alcançou certa projeção na década de 90, é um exemplo importante, com seus elementos folk e eruditos nas composições e arranjos. Os mineiros do Cartoon, na ativa desde 1995, também representam uma continuação do legado, com uma musicalidade ousada e músicas imprevisíveis, eles fazem música sem concessões, bem ao espírito d’A Barca do Sol. Em outro estilo, os paulistanos do Pedra trazem algumas das mesmas referências de MPB/folk setentista.

O mais importante é que, quem ouviu A Barca do Sol, nunca quis parar de navegar.

Texto | Ricardo Alpendre

1974 | A BARCA DO SOL

01. A Primeira Batalha
02. Brilho da Noite
03. Arremesso
04. As Boas Consciências
05. Caminhão
06. Lady Jane
07. Dragão da Bondade
08. Alaska
09. Fantasma da Ópera
10. Corsário Satã
11. A Barca do Sol

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1976 | DURANTE O VERÃO

01. Durante o Verão
02. Hotel Colonial
03. A Língua e a Bainha
04. Os Pilares da Cultura
05. Karen
06. Memorial Day
07. Banquete
08. Belladonna, Lady Of The Rocks
09. Outros Carnavais

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1978 | CORRA O RISCO
(Olivia Byington e A Barca do Sol)


01. Fantasma da Ópera
02. Lady Jane
03. Corra o Risco
04. Jardim de Infância
05. Banda dos Corações Solitários
06. Cavalo Marinho
07. Lobo do Mar
08. Água e Vinho
09. Brilho da Noite
10. Minha Pena Minha Dor
11. Luz do Tango

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1979 | PIRATA

01. Vô Mimbora Pru Sertão
02. Tereza Boca do Rio
03. Mercado das Flores
04. Cavalo Marinho
05. Jando
06. Jardim de Infância
07. Desecontro
08. Estrela
09. Manuel
10. Rio Preto
11. Canção Pra Ela

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domingo, 30 de dezembro de 2018

Sá & Guarabyra


"... Formada pelos cantores e compositores Luis Carlos Pereira Sá nascido no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1945 e Gutemberg Nery Guarabyra Filho, natural da cidade de Barra no oeste da Bahia, nascido em 20 de novembro de 1947, ambos já haviam desenvolvido uma carreira solo de sucesso antes de tomarem a iniciativa de formarem uma dupla. Luis Carlos Sá teve sua primeira canção intitulada Baleiro, gravada em 1965 por Peri Ribeiro, além de participar do show Samba pede passagem com Araci de Almeida, MPB 4 e outros artistas. Teve também atuação destacada no I Festival Internacional da Canção realizado em 1966 onde classificou as músicas Inaiá e Canção do quilombo que gravou num compacto simples. Gutemberg Guarabyra por ser do sertão baiano teve uma forte influencia da música nordestina, em 1966 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira, e em 1967 cantou na inauguração do Teatro Casa Grande e venceu a parte nacional do II Festival Internacional da Canção com a música Margarida.

Depois do sucesso de Margarida, produziu alguns musicais e continuou fazendo sucesso nos festivais, tendo vencido o Festival de Juiz de Fora, Minas Gerais em 1969 com a música Casaco Marrom feita em parceria com Renato Correa e Danilo Caymmi e gravada por Evinha. Em 1969 assinou contrato com a Odeon e formou com Zé Rodrix e Luis Carlos Sá o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, gravando dois LPs. Com a saída de Zé Rodrix em 1973 surge então a dupla Sá e Guarabira iniciando uma bela trajetória de sucessos na música brasileira. Ainda em 1973 lançam o primeiro LP intitulado Nunca e em 1975 gravam mais um disco denominado Cadernos de Viagem onde predomina a temática rural ou como eles mesmo afirmavam um rock rural com características bem brasileiras.

Mas o grande êxito surge em 1977 com o lançamento pela Som Livre do LP Pirão de Peixe com Pimenta, com destaque para as canções Espanhola de Flavio Venturini e Guarabyra gravada posteriormente pelo Grupo 14 Bis com grande sucesso e Sobradinho, uma das mais conhecidas músicas da dupla. O disco é um marco pois se insere como referencia na consolidação de um gênero musical que aliava o rock progressivo com elementos do som rural brasileiro, resultando dessa fusão um trabalho de alta qualidade técnica e musical. Considerado também a melhor produção da dupla este disco proporcionou um amadurecimento e uma modernização no que concerne ao tratamento dado ao temas rurais onde o homem do campo não é mais visto de modo estereotipado, apesar de manter a sua essência. Alem das musicas já citadas o LP nos revela pérolas como a própria musica titulo Pirão de Peixe com Pimenta; Trem de Pirapora, João sem Terra, Marimbondo, Cinamono, Coração de Maçã, Canção dos Piratas e Águas Correntes, fechando um repertório que nos remete a um passeio encantado e belo pelas cercanias de nosso interior, sertão, navegando num navio gaiola jogando conversa fora ou simplesmente admirando extasiado as paisagens que se formam em nossa mente...."

Por | Luiz Américo Lisboa Junior

1977 | PIRÃO DE PEIXE COM PIMENTA

01 | Sobradinho
02 | Marimbondo
03 | Trem de Pirapora
04 | João sem Terra
05 | Pirão de Peixe com Pimenta
06 | Coração de Maçã
07 | Cianamono
08 | Espanhola
09 | Canção dos Piratas
10 | Água Corrente

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Sá & Guarabyra


Primeiro disco da dupla, após os dois discos exitosos com Zé Rodrix. O LP mantêm o vigor do rock rural, com temas de viagem, de partida e retorno entre a cidade e o campo, indo da balada e chegando até a pitadas do rock progressivo.

Claro que a participação de O Terço, com a sua formação áurea, e as orquestrações de Rogério Duprat e Eduardo Souto Neto, dão um brilho a mais ao trabalho.

Texto | Criatura de Sebo

1974 | NUNCA
(com O Terço)


01. As Canções Que Eu Faço
02. Segunda Canção Da Estrada
03. Justo Momento
04. São Nicolau
05. Verão Do Cometa
06. Esses Cabides Vazios
07. Nuvens D´ Água
08. Divina Decadência
09. Voar É Como O Passarinho
10. Apreciando A Cidade
11. Terras Do Sul
12. Coisa A Toa

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O Terço


O Terço é uma banda formada em 1968 por Jorge Amiden, Sérgio Hinds e Vinicius Cantuária. Após algumas mudanças na formação e uma aproximação com a sonoridade progressiva, a formação de 1975 com Sérgio Hinds (guitarra, viola e vocal), Sérgio Magrão (baixo e vocal), Luiz Moreno (bateria, percussão e vocal) e Flávio Venturini (piano, órgão, sintetizador, viola e vocal) lançou esse álbum.

Criaturas da Noite é, sem dúvida nenhuma, um dos maiores discos da história do rock brasileiro.

Destaque para as faixas Hey Amigo, o flerte com o rock rural que é Queimada, Volte na Próxima Semana e Criaturas da Noite.

1975 | CRIATURAS DA NOITE

01. Hey Amigo
02. Queimada
03. Pano de Fundo
04. Ponto Final
05. Volte Na Próxima Semana
06. Criaturas da Noite
07. Jogo das Pedras
08. 1974

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

O Banquete dos Mendigos


Gravado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro no dia 10 de dezembro do ano de 1973 em comemoração aos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, O Banquete dos Mendigos, apesar de organizado e muitas vezes creditado apenas a Jards Macalé, uniu cantores e compositores como Paulinho da Viola, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Chico Buarque, Gonzaguinha, Edu Lobo, Johnny Alf, Raul Seixas, Milton Nascimento, Dominguinhos, Gal Costa e vários outros em uma noite única de celebração aos direitos humanos e à música brasileira.

Servindo também como uma provocação ao governo vigente na época de seu lançamento, o álbum foi censurado e chegou às lojas apenas em 1979. O clima artístico era tão difícil que, de acordo com a declaração de um dos envolvidos no projeto, censores ficavam na primeira fila e a polícia cercava a mesa de som, estando sempre presentes para garantir o “controle” da situação.

Felizmente, isso não impediu que o álbum chegasse aos ouvidos do público – mesmo que 5 anos após seu previsto lançamento, quando a abertura política começava a acontecer. O Banquete dos Mendigos é um dos álbuns essenciais da história da música brasileira, principalmente por afrontar a ditadura militar com alguns dos principais músicos, compositores e artistas brasileiros daquela e de todas as épocas.

Alternando entre a leitura dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e as composições dos artistas anteriormente citados, O Banquete dos Mendigos é uma obra-prima que nunca deve ser esquecida. Citar qualquer faixa desse álbum deixando de fora a leitura de algum artigo ou a interpretação de algum artista seria um erro, portanto recomendo fortemente que o disco seja ouvido do começo ao fim.

Texto | Vitor Guima


1974 | O BANQUETE DOS MENDIGOS

Ivan Junqueira | Introdução; Artigo 1º da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
Paulinho Da Viola | No Pagode Do Vavá
Paulinho Da Viola | Roendo as Unhas
Pedro Dos Santos | Percussão; Artigos 2º E 3º
Ivan Junqueira | Artigo 5º
Jorge Mautner & Nelson Jacobina | Samba Dos Animais
Ivan Junqueira | Artigos 6º e 8º
Edu Lobo & Danilo Caymmi | Pra Dizer Adeus
Ivan Junqueira | Artigo 9º
Edu Lobo | Viola Fora De Moda
Gonzaguinha | Palavras
Ivan Junqueira | Artigos 11º e 12º
Johnny Alf | Eu E a Brisa
Ivan Junqueira | Artigos 13º e 14º
Johnny Alf | Ilusão à Toa
Raul Seixas | Cachorro Urubu
Ivan Junqueira | Artigo 18º
Grupo Soma | P.F.
Ivan Junqueira | Artigo 19º
Edson Machado | Nanã Das Águas; Art. 20º E 21º
MPB4 & Chico Buarque | Pesadelo - Quando O Carnaval Chegar - Bom Conselho
MPB4 & Chico Buarque | Jorge Maravilha
Luiz Melodia | Abundantemente Morte
Ivan Junqueira | Artigo 23º a
Milton Nascimento & Toninho Horta | Cais
Ivan Junqueira | Artigo 23º b
Milton Nascimento | A Felicidade
Jards Macalé | Anjo Exterminado
Jards Macalé | Rua Real Grandeza; Art. 23º c
Dominguinhos | Asa Branca
Dominguinhos | Lamento Sertanejo
Ivan Junqueira | Artigo 30º
Gal Costa | Oração De Mãe Menininha

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2015 | DIREITOS HUMANOS NO BANQUETE DOS MENDIGOS
(Box Set)


Volume 1

01. Paulinho Da Viola | No Pagode Do Vavá
02. Paulinho Da Viola | Roendo As Unhas
03. Paulinho Da Viola | Dança Da Solidão
04. Edu Lobo | Casa Forte
05. Edu Lobo | Pra Dizer Adeus
06. Edu Lobo | Viola Fora de Moda
07. Jorge Mautner | Samba Dos Animais
08. Jorge Mautner | Pipoca à Meia Noite
09. Jorge Mautner | Maracatu Atômico
10. Johnny Alf | Ilusão à Toa
11. Johnny Alf | Não Me Diga Adeus
12. Johnny Alf | Eu E A Brisa
13. Johnny Alf | Despedida de Mangueira / Eu E A Brisa
14. Gonzaguinha | Palavras
15. Gonzaguinha | Vingança / Boneca Cobiçada
16. Gonzaguinha | Desenredo

Volume 2

01. Luiz Melodia | Abundantemente Morte
02. Luiz Melodia | Vale Quanto Pesa
03. Luiz Melodia | Pérola Negra
04. Raul Seixas | Al Capone / Prelúdio
05. Raul Seixas | Cachorro Urubu
06. Raul Seixas | Ouro de Tolo
07. Raul Seixas | Mosca Na Sopa
08. Grupo Soma | Albuquerque Woman
09. Grupo Soma | P.F.
10. Grupo Soma | Um Dia
11. Chico Buarque & MPB4 | Pesadelo / Quando O Carnaval Chegar
12. Chico Buarque | Bom Conselho
13. Chico Buarque | Jorge Maravilha
14. Edison Machado | Nanã Das águas

Volume 3

01. Milton Nascimento | A Felicidade
02. Milton Nascimento | Cais
03. Milton Nascimento | Nada Será Como Antes
04. Jards Macalé | Rua Real Grandeza
05. Jards Macalé | Anjo Exterminado
06. Pedro Dos Santos | Percussão 1
07. Pedro Dos Santos | Percussão 1
08. Dominguinhos | Lamento Sertanejo
09. Dominguinhos | Eu Só Quero Um Xodó
10. Dominguinhos | Asa Branca
11. Gal Costa | Trem Das Onze
12. Gal Costa | Da Maior Importância
13. Gal Costa | Oração Da Mãe Menininha
14. Ivan Junqueira | Leitura Dos Artigos Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

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